Um ano de serviço

CONSELHO DA FRATERNIDADE

NOSSA SENHORA DOS ANJOS

28/09/2019 – 28/09/2020

1º Ano de Serviço

“…Até aqui nos ajudou o Senhor!”

(I Sm 7,12)

Vida de fraternidade, muitos desafios…  mas também muitas conquistas!!! Nossa missão: animar, cuidar para que os nossos irmãos perseverem e que vivam o Evangelho segundo à maneira de São Francisco de Assis, mantendo assim o nosso carisma.

A pandemia… chegou e se instalou em nossas vidas, a princípio para nós este poderia ser o maior de todos os desafios, na concretização da nossa convivência fraterna, pois trouxe o distanciamento. Mas Deus em sua grandeza, vem nos mostrar que apenas devemos ser dóceis à ação do Espírito Santo e que assim sendo, prevalece sua vontade em nós. E assim se fez,  nosso assistente espiritual, inspirado nos animou e começamos a colocar em prática vários projetos e  a fraternidade começa a superar os desafios tecnológicos e com isso,  o crescimento e a convivência fraterna remota (reuniões mensais, vivência quaresmal, noites oracionais, renovação da profissão e a formação permanente).

Quanta alegria por tudo isso!!!

Obrigada Senhor, pelas dificuldades enfrentadas, pois com elas aprendemos a obedecer, ouvir e executar os planos suscitados para nós; de forma remota, mas com entrega e aceitação do novo que nos foi apresentado.

Agora, com sentimento de gratidão à Deus, ao Frei Ademir e aos irmãos; pedimos que o Senhor continue a nos abençoar e a nos conduzir nesta missão, para que possamos chegar ao final e poder dizer:

“Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé.

(II Tm 4, 7)

Irmã Iêda Monteiro da Cruz
                Ministra

Vocação: uma grande alegria!

Quando tudo parece incerto…

… quando estamos privados de abraços fraternos,

Deus nos envia
irmãos para recordar seu imenso amor e zelo por cada um de nós…

Com grande alegria a fraternidade Nossa Senhora dos Anjos celebrou, de forma virtual devido a pandemia, no dia 19 de setembro de 2020, o Rito de Admissão ao tempo de formação dos irmãos Carlito Lopes de Oliveira Junior, Maria Conceição Lopes e Marta Altomare Catão Rodrigues, que iniciam sua caminhada de formação na Ordem Franciscana Secular. Recebemos com gratidão este dom de Deus que é cada irmão, que nos ajuda a seguir um caminho evangélico tendo Deus como centro de nossa vida, contando com as bênçãos de São Francisco e Santa Clara para buscarmos sempre a radicalidade da fé.


Como São Francisco rezava

Quem conhece Francisco, por pouco que seja, percebe que para ele a oração tornou-se vital em seu processo de santificação.

Exorta que seus irmãos jamais percam o espírito oracional, fonte que sustenta os relacionamentos humanos.

Na juventude, Francisco sonhava com uma realidade mais elevada e acima das experiências mundanas. Sentia que esses sonhos não eram apenas seus.

De onde provinham? Por que surgiam?

Inquieto meditava, abria seu coração para acolher o que lhe fosse manifestado.

Quando o coração se abre a Visita acontece.

E indaga:

“Quem é maior, o servo ou o Senhor?”

– O Senhor, é claro, me ajude que eu veja!” Foi a resposta pronta e imediata. Implora esclarecimento, aguarda e persiste.

Naqueles tempos sua oração era de busca, de expectativa.

Uma vez acolhida, a Visita sempre retorna e “no silêncio do quarto” se tornaram amigos, íntimos e amorosos… e cada dia mais no espírito se comunicavam.

O que foi implorado foi concedido.

Recebe ordem do Alto: “Vai reforma minha Igreja”. Obediente, acolhe.

Agora já não reza como antes, os “sonhos”, se tornaram missão, comprometimento, entrega pessoal e irrestrita.

A oração de busca se transformou em atitude de obediência.

E o Senhor utilizou sua tendência natural, sua ambição de grandeza humana para entrar em sua história, conduzindo-o para algo bem maior do que havia imaginado e consolidou nele suas virtudes naturais de magnanimidade, generosidade e cortesia.

E fiel à inspiração original e ao “chamado”, inicia sua conversão que o

conduzirá à sua santificação. Caminhando com os olhos fixos no Senhor, em Francisco, a oração se transformou em vida.

Ângela Maria de Alburquerque Lopes

Festa dos Estigmas de São Francisco de Assis

No Monte Alverne, Francisco mergulhou no mais profundo
do mistério de Deus! Ao receber os estigmas de Jesus
em seu corpo, repetia sem hesitar: “Meu Deus e meu
Tudo!”.

Francisco estigmatizado,
Mas nunca fragilizado!
Tiveste a honra de partilhar, com Cristo, Sua dor intensa,
Como foste inteiro em Sua presença!
Ah, Francisco, mergulhaste fundo no mistério do redentor!
De muitos corações, tu és o salvador!
Teu ser, em festa, não podia se calar:
“Meu Deus e meu Tudo!”, exclamavas sem cessar!
Tua alegria era perfeita no Senhor,
Maior do que qualquer forte dor!
Francisco estigmatizado, incansável!
Teu amor é insuperável!

Viviane Gonçalves Noel


Silêncio e encontro com Deus


Entra no teu quarto

“Entra no teu quarto.” O estar em si. Silêncio e encontro com Deus (experiência de clausura – convento – confinamento – famílias hoje – discernimento do que é indispensável na vida – convicções pessoais).

O que é entrar no quarto, sob a ótica da espiritualidade franciscana?

Entrar no quarto é buscar, no isolamento das coisas do mundo, a presença e amizade de Deus. É reconectar-se com o Divino.  É voltar ao útero da criação, a origem.

O quarto é um reencontro com a Criação. É ter consciência de fazer parte do Cântico das Criaturas. É recolhimento, exaltação e louvor.

Não uma dependência de um prédio, ou, lugar onde ser recolhe para se abrigar do frio, buscando a proteção das ameaças do mundo.

Entrar no quarto é voltar ao ponto de partida para dele não se esquecer, como diria Clara.

Entrar no quarto é o primeiro grande passo, ou melhor, um grande salto para uma caminhada penitente, ora solitária, ora em companhia de outros, numa estrada pavimentada ora por bom asfalto, ora por pedregulhos, vivenciando as quatro estações da alma e com uma única certeza, que brota da fé: NÃO ESTAMOS SOZINHOS.

E qual é a finalidade e o propósito de entrar no quarto? É ter em Deus um confidente que irá ouvir nossas autoindulgentes lamúrias numa tentativa de transferir as responsabilidades de nossas faltas? Buscar a impunidade de nossas transgressões, embaladas em chorosos argumentos e murmúrios?

Claro que não.

Entrar no quarto é buscar a fonte da Vida; é estar em Deus, no silêncio profundo; é Buscar sua amizade, e nela permanecer num estado contínuo de gratidão e alegria, incomensuráveis.

E como se tem esta certeza do encontro ou melhor reencontro? É sentir-se inundado por uma sensação inesgotável de PAZ E BEM que transborda a nossa pequena célula, invade todas as nossas estruturas e transborda de nossas existências, deixando um rastro de agradável perfume para ser seguido.

E encontrando Deus, no silêncio do quarto, nada fica como era antes, e nem pode ficar. Tudo muda. Somos transfigurados. Nos transformamos no ESPELHO DA PERFEIÇÃO: refletimos a perfeição da caridade, da compaixão, da santa humildade, da obediência e de todas as outras virtudes, que decorrem do Santo Espírito.

Muitos, humanos como nós, cheios de perfeições e imperfeições, vícios e virtudes, dúvidas e certezas já entraram no quarto, na caverna, na gruta, e fizeram este caminho de santidade.

Mateus, capítulo 6 versículo 6, antes de ensinar a oração do PAI NOSSO, prega: “Tu, porém quando orardes, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai que está no escondido. E o teu pai , que vê no escondido, te dará  a recompensa..

Santa Clara, cuja memória hoje estamos reverenciando, recolhida em oração, ou seja, no quarto, diante  do  Crucificado ouviu uma voz que lhe disse com mansidão e generosidade:  ‘Não temas, mulher, porque, salva, vais dar ao mundo uma luz que vai deixar a própria luz mais clara’.

E deste dia em diante passou a ser chamar CLARA, a nossa intercessora.

FRANCISCO, entrou no “quarto” de São Damião e ouviu o Crucifixo que ali estava exposto, numa igreja abandonada e sob escombros, esquecida numa antiga estrada: “Francisco, vai e repara minha casa que está em ruína”.

Celebremos hoje com alegria este dia porque conversão é mais que um substantivo feminino impresso num livro esquecido numa prateleira da Biblioteca Constantino Koser, que fica lá no Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis.

Conversão é uma realidade e consciência concreta, alcançável e possível.

Santa Clara rogai por nós!

Texto utilizado no Tríduo de Santa Clara (08/08)

08/08/2020.

Irmão Sergio Baravelli

Da primeira alocução do crucifixo

Legenda dos Três Companheiros
Capítulo V – “Da primeira alocução do crucifixo”

Encontro com o Crucificado

“Da primeira alocução do crucifixo e como desde este momento até a morte trouxe a Paixão de Cristo em seu coração”

Escute e leia o capítulo na íntegra:

LEGENDA DOS TRÊS COMPANHEIROS – CAPÍTULO V Psalasyn

DA PRIMEIRA ALOCUÇÃO DO CRUCIFIXO   
  1. LEGENDA DOS TRÊS COMPANHEIROS – CAPÍTULO V
  2. ENTREVISTA COM VIVIANE NOEL
  3. DE UMA ANTIGA HOMILIA DO SÁBADO SANTO
  4. DOMINGO DE PÁSCOA
  5. SÁBADO SANTO VIGÍLIA

Capítulo V (texto-fonte)

Leia e escute o texto-fonte do Capítulo V como está presente também nas Fontes Franciscanas.

Escute o texto-fonte do Capítulo V

Capítulo V (Questionamento)

Siga estes passos para a reflexão. As perguntas o ajudarão e o guiarão no caminho da meditação franciscana. Depois delas, leia e ouça novamente o Capítulo. Boa reflexão!

  • Leia e escute o texto atentamente. Atentamente significa fisicamente, palavra por palavra, frase por frase, sentença por sentença, assim como faz o professor, por exemplo, quando corrige uma redação;
  • Procure ver como o texto se estrutura e se ordena. Ele pode ser dividido em partes? Quais? Qual o fio condutor que liga e movimenta todo o texto?
Escute o Questionamento do Capítulo V

Capítulo V (Da primeira alocução do crucifixo)

Introdução

“A caminhada de Francisco até o presente momento caracteriza-se pelo toque que procede de uma dimensão desconhecida, diferente, misteriosa, fascinante, maior e superior a tudo o que até então conhecia e experimentara.”

(…)

Escute a Introdução

Capítulo V (Da primeira alocução do crucifixo)

De uma visita marcante e decisiva (p. 188 – 193)

“Assim como na vida usual há um tempo para cada coisa, também na vida religiosa há um tempo todo próprio para que a semente da inspiração vocacional, vinda de Deus, germine e crie raízes profundas no homem interior.”

(…)

Escute: De uma visita marcante e decisiva (p. 188 – 193)

Capítulo V (Da primeira alocução do crucifixo)

De uma visita marcante e decisiva (p. 193 – 198)

“A segunda cena do capítulo é, certamente uma das mais importantes da Legenda. Vejamos como os autores escrevem:”

Escute: De uma visita marcante e decisiva (p. 193 – 198)


Capítulo V (Da primeira alocução do crucifixo)

De uma visita marcante e decisiva (p. 199 – 204)

“Lembremos que, após a primeira visita do Senhor, em forma de um sonho maravilhoso, de capítulo em capítulo, Francisco vai crescendo na compreensão e na corresponsabilidade aos toques e às visitas graciosas que se sucediam.”

Escute: De uma visita marcante e decisiva (p. 199 – 204)

Dia de Santa Clara

Clareia a nossa visão!

Salve o dia 11 de agosto,
Uma data para ser celebrada com muito gosto!
Salve, Santa Clara,
Com sua doçura e beleza rara!
 
Assis desponta em nossos corações,
Despertando nossas atenções,
Trazendo o Irmão Sol e a Irmã Lua
E revelando que a missão continua!
 
Abraçando a causa de Francisco e sua santa loucura,
Clara veio para iluminar a noite escura!
Abandonando uma vida nobre,
Tornou-se a dama pobre!
 
Clara, ainda hoje, ilumina o mundo com sua santidade!
Pelos pequenos, nutria profundo respeito e caridade!
Mãe da Ordem das Clarissas, Segunda Ordem Franciscana,
Abençoada por Jesus e com a proteção mariana!
 
Com o Santíssimo Sacramento da Eucaristia,
Expulsou o mal com valentia!
Assistiu milagrosamente à santa missa de seu leito,
Com fervoroso ardor em seu peito!
 
Patrona da Televisão,
Clareia a nossa visão!
Que possamos fazer da contemplação
Nossa mais sincera oração!

Viviane Noel

A primeira vitória de Francisco

O santo de Assis precisava em primeiro lugar vencer-se a si mesmo, eis que surge uma grande oportunidade: um leproso à sua frente, num momento de superação. Francisco fazendo violência a si mesmo num gesto de humildade desce do cavalo e dá uma moeda e beija o leproso, o que antes para ele era amargo se transforma em doçura.

“A maneira positiva de fazer violência a si mesmo é renunciar a muitas coisas que antes eram importantes.”

(Irmã Sônia)

“Dessa forma, amando uns aos outros e aos necessitados se está demonstrando respeito ao próximo.”

(Irmão Geraldo)

“Francisco com muita oração, disciplina e impulsionado pelo Espírito Santo foi ao encontro do leproso e obteve uma grande vitória.”

(Irmã Nilza)
Francisco vai ao encontro do leproso com alegria e dessa forma vence o seu “eu” interior.

“O que para o mundo era uma violência a si mesmo, para Francisco era algo positivo na busca de um projeto maior. A conversão transforma o homem velho num novo homem.”

(Irmã iêda)

A conversão do santo de Assis não foi de um dia para o outro. Foi sendo construída com muita oração e disciplina até chegar ao momento decisivo em que abandonando seu “ego”, desceu do cavalo e venceu-se a si mesmo.

É preciso disciplina, oração, superação e perseverança para seguir em frente no Discipulado e na radicalidade do Seguimento de Jesus Cristo. Que os franciscanos seculares e todos os cristãos possam se inspirar nesse exemplo de São Francisco de Assis, na busca do grande tesouro do projeto maior que é Cristo Jesus.

Irmão Marcos Roberto Souza

Celebrando o Perdão de Assis

Santa Maria dos Anjos

Lugar místico

A Igreja Nossa Senhora dos Anjos, está situada próxima de Assis. A denominação da Capela se deu pelo seguinte fato: Conta a história, que no ano de 352, 4 peregrinos vindos de Jerusalém, construíram uma ermida onde veneravam uma relíquia do túmulo da Santíssima Virgem, que foi assunta ao céu pelos anjos e daí derivou o título de Santa Maria dos Anjos.

Basílica de Santa Maria dos Anjos

Em março de 1569, foi colocada a pedra fundamental da Basílica de Santa Maria dos Anjos, que por vontade do Papa Pio V, abrigaria no seu interior, a capela da Porciúncula. Este templo responderia ao desejo de englobar não só a Capela da Porciúncula, mas dos outros locais onde Francisco se recolhia e lá aconteceu o trânsito em 4 de outubro de 1226.

Frei Tomás de Celano descreve assim o amor de Francisco pela Porciúncula: “O Santo teve uma preferência especial por este lugar e quis que os frades o venerassem de maneira particular e que fosse conservado como espelho de toda a sua Ordem, na humildade e na extrema pobreza”.

Celebramos no dia 2 de agosto, o dia do perdão e da indulgência, que é até hoje uma data importante para a Ordem Franciscana. Esta indulgência foi estendida a a toda Igreja Católica pelo Papa Pio Xll.


Walter e Helena

Este texto foi escrito pelo casal,

irmão e irmã, Walter e Helena

Festejando a Regra!

“A Regra e a vida dos franciscanos seculares é esta:
observar o Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo”

No dia 20 de julho de 2020, às 19 h, a Fraternidade Nossa Senhora dos Anjos realizou sua reunião mensal, sob a modalidade eletrônica, em razão do afastamento social imposto pela pandemia Covid-19.

A convivência fraterna,  que é prática essencial no carisma franciscano, foi  muito fecunda e festiva , sob a atenta e dedicada orientação de nosso Assistente Espiritual, Frei Ademir Peixer.

E seguiu um cuidadoso e frutífero planejamento da Ministra presidente Ieda, que revela um costumeiro zelo na execução das suas funções e responsabilidades, e sobretudo  da tarefa formativa de suas irmãs e irmãos, no seguimento de Cristo à maneira de São Francisco de Assis e de Santa Clara.

Comemoramos o 42º aniversário da Regra e Vida da Ordem Franciscana Secular, e demos continuidade ao seu estudo e reflexão, que espelha a gratidão e felicidade de compartilharmos o propósito de vida do Pobrezinho de Assis. 

Oramos e partilhamos as nossas reflexões,  mantendo-nos unidos e penitentes nestes tempos turbulentos e inquietantes.


Irmão Sérgio Baravelli, Vice-ministro da Frat. N.S. dos Anjos

Confira a galeria do nosso encontro: