MEDITANDO A “CARTA DE SANTO ANTONIO”

Francisco ao entrar na “caverna”

Ir. Ângela

Francisco ao entrar na “caverna”, santuário de sua alma, onde reverencia o Pai, descobre a grandeza do simples. Ali se deixa arrebatar e no convívio místico se torna um com o Todo. Percebe que não precisa de livros, músicas, imagens, qualquer apoio para a divina conexão e, se permite apenas “SER” diante d’Aquele que É. Diante das descobertas que fez, entende-se o seu cuidado ao escrever a Santo Antônio, com poucas e sábias palavras adverte ao seu bispo, para que o intelectual não se sobreponha ao espírito de oração nos estudos dos frades.

MEDITAÇÃO

A oração reconstrói o espírito e faz do amor o sentido de uma existência. Ela cura as feridas, liberta as amarras que o mundo vai colocando em nós. A prisão sempre será um lugar de sofrimento. A conexão com o divino rompe os elos desta corrente mundana e nosso espírito pode voar para o Alto, para o Belo e a Paz…

Orar é abrir-se ao divino, com ou sem palavras.

Orar é sentir-se um, com o divino.


Orar é deixar-se amar, pelo divino.


Orar é “saber”, mesmo sem compreender que somos parte desta essência divina.


Orar é acolher a Luz para ser Luz …


Acolher o Bem, para ser bom…

Nesta entrega não são essenciais, apesar de importantes, os estudos profundos; estes podem nos conduzir a uma arrogância espiritual, antes de nos conduzir aos irmãos e a Deus.


Nesta entrega basta a simplicidade, basta a alma pura, basta o Pai. Ele realiza sua misericórdia na caminhada daqueles que são dóceis e se reconhecem pequenos.

Creio que para sermos franciscanos temos que entender o valor da vida de oração para o Pai Francisco, temos que orar juntos, orar um pelos outros e ser Presença, ser irmão, priorizar a Fraternidade. A família que não se frequenta perde o calor da amizade, a riqueza das partilhas e a graça do amor fraterno.

Ir. Ângela

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