Como São Francisco rezava

Quem conhece Francisco, por pouco que seja, percebe que para ele a oração tornou-se vital em seu processo de santificação.

Exorta que seus irmãos jamais percam o espírito oracional, fonte que sustenta os relacionamentos humanos.

Na juventude, Francisco sonhava com uma realidade mais elevada e acima das experiências mundanas. Sentia que esses sonhos não eram apenas seus.

De onde provinham? Por que surgiam?

Inquieto meditava, abria seu coração para acolher o que lhe fosse manifestado.

Quando o coração se abre a Visita acontece.

E indaga:

“Quem é maior, o servo ou o Senhor?”

– O Senhor, é claro, me ajude que eu veja!” Foi a resposta pronta e imediata. Implora esclarecimento, aguarda e persiste.

Naqueles tempos sua oração era de busca, de expectativa.

Uma vez acolhida, a Visita sempre retorna e “no silêncio do quarto” se tornaram amigos, íntimos e amorosos… e cada dia mais no espírito se comunicavam.

O que foi implorado foi concedido.

Recebe ordem do Alto: “Vai reforma minha Igreja”. Obediente, acolhe.

Agora já não reza como antes, os “sonhos”, se tornaram missão, comprometimento, entrega pessoal e irrestrita.

A oração de busca se transformou em atitude de obediência.

E o Senhor utilizou sua tendência natural, sua ambição de grandeza humana para entrar em sua história, conduzindo-o para algo bem maior do que havia imaginado e consolidou nele suas virtudes naturais de magnanimidade, generosidade e cortesia.

E fiel à inspiração original e ao “chamado”, inicia sua conversão que o

conduzirá à sua santificação. Caminhando com os olhos fixos no Senhor, em Francisco, a oração se transformou em vida.

Ângela Maria de Alburquerque Lopes

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